verba complementar


Deliberações do FAS

com a sociedade:
1. continuar o diálogo com a sociedade , através da mídia, internet e outros meios, informando o que é e como está a assistência social na cidade de São Paulo: direito do cidadão e dever do estado.
2. Informar a sociedade os não reajustes dos convênios nos últimos três anos e a falta de perspectiva de reajuste para 2010. Isto resultará na paralização da rede socioassistencial se nada for feito.

com o legislativo:
1. Requerimento de ampliação do Orçamento no Fundo Municipal de Assistência Social no valor de 25%, especificamente nos elementos de despesas referentes aos convênios (Pessoa Jurídica). Enfatizando que o percentual de ampliação destina-se ao reajuste dos Convênios da Proteção Social Básica e Especial, percentual que atinge o total de R$ 62 milhões nas referidas ampliações.
2. Enviar aos parlamentares municipais e-mail solicitando que votem na proposta de suplementação de verbas para a Assistência Social.
3. Vigília em defesa da Assistência Social (virada social),dentro e em frente à Câmara Municipal, quando da votação do orçamento 2010.

com o executivo:

1. Agendar audiência com o Prefeito, Gilberto Kassab.
2. Interpelar a SMADS para que forme a comissão reunindo membros da sociedade civil para análise da re-elaboração da portaria 28, conforme compromisso da Secretária em reunião com a comissão do FAS.
3. Enviar e-mail ao MDS sobre a posição do FAS em relação ao CRAS compartilhado.

ato no estadao

O jornal O Estado de São Paulo divulgou o ato em defesa da Assistência Social ocorrido no último dia 13 de novembro em frente a Prefeitura Municipal de São Paulo.
Para acessar e comentar:
http://blog.estadao.com.br/blog/metropole/?title=entidades_de_assistencia_social_protesta&more=1&c=1&tb=1&pb=1

orçamento assistência social - audiência pública

Conforme o calendário da Câmara, está agendada para segunda-feira, 23 de novembro, a audiência pública sobre o orçamento da assistência social.
Neste momento, é o ato mais importante de luta para a valorização da Assistência Social como política pública de direitos de todos os cidadãos paulistanos.
Por isso, esteja presente.

Importante: A secretaria, Dra. Alda Marco Antonio, também estará presente.

Data: 23 de novembro – Segunda-feira
Tema: - SECRETARIA MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA E DESENVOLVIMENTO SOCIAL - SECRETARIA DE PARTICIPAÇÃO E PARCERIA
Horário: 11:00 às 13:00 h
Local: Câmara Municipal de São Paulo – Plenário 1º de Maio - 1º andar.

Relatório de visita a Praça Marechal Deodoro e região

Objetivo: avaliar situação de moradores de ruas e localizar moradores com deficiência
no local, baseado em denúncia da instituição APABB.
•Conforme solicitado segue relato de vistoria, trecho compreendido entre a Angelica e metro
Santa Cecilia( Minhocão).

Registro Fotográfico do local demonstra:
Cerca de trinta pessoas com diversos tipos de problemas HIV(maioria), câncer, protese na perna, mobilidade reduzida, maior número de usuários de crack.
•A maioria não quer ficar no albergue devido a maus tratos furtos de objetos pessoais e horário.
•As mulheres se queixam da falta de opção de locais só para mulheres.
•Os que precisam de medico reclamam que alguns exames de urgencia chegam a demorar
mais de seis meses para serem realizados.
•Nas imediações existe uma quantidade muito grande de usuários de crack que gostariam dese tratar mais não conseguem local.
•Nem todos puderam ser fotografados, o moradores reclamam que existe uma ação por parte dos comerciantes afim de inibir a presença destes moradores durante a noite.Esta ação consiste em pessoas contratadas pelos comerciantes que agem de maneira violenta agredindo-os com pedaços de pau e fios.
•Existe um local conhecido como Castelinho que distribui alimento para os moradores.
•Algumas pessoas comentam que na casa Boracéia na Barra Funda funcionarios vendem crack e permitem uso no local.
Durante a vistoria agentes de Saúde visitavam o local.

Gabinete da vereadora Mara Gabrilli – Vaiduto Jacareí, 100 – 4º andar – sala 422
Resp. visita: Fábio Batista
assessor de gabinete
Contato: fbatista@maragabrilli.com.br

Assistência Social na mídia

No domingo, 15 de novembro, o Estadão traz na sua opinião-editorial o artigo: dificuldade na assistência, que retrata a luta do FAS e o descaso do poder público municipal.
Acesse: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091115/not_imp466586,0.php
Mais informações: http://www.forumassistenciasocial.blogspot.com/
http://twitter.com/fassp

Manifestação de assistentes sociais reúne 2 mil em SP

Cerca de dois mil manifestantes estão reunidos na região central de São Paulo desde a manhã de hoje para celebrar o dia da Assistência Social, informou a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Concentrado no Viaduto do Chá, o grupo é composto por trabalhadores e entidades da área que, além de prestigiar o dia da categoria, denunciam o que chamam de política higienista, a impunidade e o descaso frente aos assassinatos e violências contra pessoas em situação de risco social na capital paulista.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança ao Adolescente e à Família do Estado, que também participa do ato, os manifestantes querem denunciar o descaso do Poder Público em relação à Assistência Social e à situação das organizações sociais na cidade. Eles exigem também a implantação de políticas inclusivas de proteção e acessibilidade para pessoas com deficiência.

Fonte: Agencia O Estado
http://www.atarde.com.br/brasil/noticia.jsf?id=1279402
http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2009/11/13/ult4469u48772.jhtm
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,manifestacao-de-assistentes-sociais-reune-dois-mil-em-sao-paulo,465981,0.htm

ato em defesa da assistência social

Reunindo mais de duas mil pessoas, aconteceu a celebração do Dia Municipal da Assistência Social na Cidade de São Paulo.
O evento aconteceu em frente a Prefeitura Municipal de São Paulo e teve como objetivo defender a implantação de políticas públicas de direito universal acessível para todos os cidadãos que vivem na cidade.
Na ocasião representantes de classes, trabalhadores, organizações, usuários e lideranças políticas e religiosas se pronunciaram a respeito das inquietações da assistência social na maior metrópole da América do Sul.
Deixe abaixo seu comentário sobre o evento ou envie para forumassistenciasocial@bol.com.br

Assistência Social na Cidade de São Paulo

A assistência social, juntamente com a saúde e previdência social, faz parte da seguridade social. Ela é direito do cidadão e dever do Estado (Constituição Brasileira). A assistência social deve prever os mínimos sociais de cidadania e é realizada através de um conjunto integrado de iniciativa pública e da sociedade (Lei Orgânica da Assistência Social). É política pública de direção universal e não contributiva, capaz de alargar a agenda dos direitos sociais a serem assegurados aos brasileiros, de acordo com as suas necessidades e independentemente de sua renda, a partir de sua condição inerente de ser de direitos. Ela deve possibilitar aos usuários o acesso a bens e recursos e propiciar o desenvolvimento de capacidades para maior autonomia (NOB/SUAS).
A sociedade civil, nos últimos anos, constata uma deterioração do diálogo político e técnico entre ela e o Poder Executivo Municipal, o que fragiliza em tornar a assistência social política de proteção social para todos na maior metrópole da América do Sul. É urgente que a interlocução entre os principais atores sociais, representados de um lado pela Secretaria Municipal da Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) e de outro a sociedade civil - através das Conferências, Conselho Municipal de Assistência Social e Fórum da Assistência Social - seja restabelecido para o bem na cidade de São Paulo.
Os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) são as portas de entradas para o Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Eles devem ser uma unidade pública estatal, além de estarem localizados em áreas de maior vulnerabilidade social. Na sua constituição eles devem contar com uma equipe de referência composta por profissionais de nível superior e pessoal de apoio administrativo. No proposto pelo poder público municipal, apresentado no Conselho Municipal de Assistência Social, é previsto a instalação de CRAS compartilhado entre o município e as entidades sociais. A sociedade civil entende que esta proposta contraria o SUAS e pede que seja revista pela SMADS.
Os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) também são unidades públicas estatais, responsáveis pela oferta de atenções especializadas de apoio, orientação e acompanhamento a indivíduos e famílias com um ou mais de seus membros em situação de ameaça ou violação de direitos. Praticamente inexistem CREAS implantados na cidade e os Serviços de Proteção Jurídico Psicossocial estão sendo desativados. É urgente a implantação de um número significativo de CREAS na cidade, como prevê o Plano de Metas da Cidade de São Paulo.
Os Centros de Referência da Criança e do Adolescente (CRECAs) atendem crianças e adolescentes de ambos os sexos que estão em situação de risco pessoal e social, em casos de abandono, em situação de rua, vítimas de violência, de exploração do trabalho infantil, violência sexual e envolvidos em conflitos familiares. Há uma perplexidade ao se ter a informação que os CRECAs serão fechados até o final de 2009 e seus usuários encaminhados aos abrigos. Isto inviabilizará tanto um quanto o outro serviço. Pede-se a urgência de diálogo do poder público com a sociedade civil para a solução do problema.
É urgente que haja o resgate e a revisão do Plano de Assistência Social da cidade de São Paulo (PLAS) envolvendo o poder público municipal e a sociedade civil.
O financiamento ocupa lugar central para garantir a política pública na assistência social. O orçamento municipal e a sua execução são importantes para que o financiamento ocorra. Mais do que uma questão técnica, o orçamento é uma decisão política. Nele estão definidos onde o gestor público prioriza suas ações. Na proposta orçamentária de 2010 enviada pelo Poder Executivo à Câmara Municipal de São Paulo em cerca de 30 bilhões de reais, cerca de 315 milhões (1%) está destinado à Secretaria Municipal de Assistência Social. As duas últimas Conferências Municipais deliberaram que o orçamento da assistência social deve ser de no mínimo 5%. É necessário que o Poder Legislativo reveja esta acanhada proposta e garantam a previsão dos reajustes de serviços prestados pelas entidades sociais.
A sociedade civil conclama, ainda, os vereadores à defesa da assistência social como política de direitos, que revejam e atualizem as leis municipais na área social - entre as quais a 1.313 e a 12.316 – e que a se envolvam em acompanhar a implantação do SUAS - Sistema Único de Assistência Social na cidade. É importante a adesão dos mesmos à Frente Parlamentar em defesa da política de Assistência Social no Município de São Paulo conforme o apresentado no Projeto de Resolução 03-0034/2009 de 14 de outubro de 2009.
Ao Poder Judiciário, a sociedade civil conclama a importante tarefa de defender uma nova ordem social, justa e de direitos. É preciso superar, através da transparência e agilidade, a percepção do todo social de impunidade e descaso dos assassinatos e violências contra os mais vulneráveis em situação de risco social ou pessoal na cidade de São Paulo (assassinatos de moradores em situação de rua; assassinatos de crianças e adolescentes nas regiões periféricas que não são destaques na mídia; abuso e exploração sexual de criança e adolescentes; etc).
O Conselho Municipal da Assistência Social (COMAS) tem como missão fundamental de ser o espaço de diálogo entre o poder público e a sociedade civil. Ele tem, entre outras, a importante tarefa de deliberar os rumos da política pública da assistência social e de fiscalizar a execução dos serviços socioassitenciais. A sociedade civil conclama o COMAS, de modo especial os seus representantes, a assumirem a incumbência de ser interlocutor das demandas da assistência social, zelando pelos padrões de qualidade dos serviços. Se assim não for, o Conselho passará a ser mero órgão gestor de legitimação do poder público municipal e certificador das entidades sociais.
Os usuários da assistência social são cidadãos e sujeitos de direitos. A sociedade civil vê o risco do não cumprimento deste princípio constitucional na cidade de São Paulo. Entre as várias situações de violação de direitos, destaca-se a política de exclusão das pessoas em situação de rua do centro da cidade. Há uma ideologia de apagamento dos mais vulneráveis das regiões centrais (a chamada ação higienista e valorativa do centro da cidade). Centros de Acolhidas foram fechados nas regiões centrais. Percebe-se a periferização do acolhimento da população em situação de rua, longe de seus espaços de referência, de trabalho e de seus vínculos. O efeito é o aumento percebível de pessoas (crianças e adultos) moradoras de rua tanto no centro como na periferia, abrigando-se nas ruas, viadutos e praças. Há evidente desrespeito a lei municipal 12.316/97, regulamentado pelo decreto 40.232 de 02/01/2001, que dispõem sobre a obrigatoriedade do poder público municipal em prestar atendimento à população em situação de rua na cidade de São Paulo.
Não se pode implantar política pública de assistência social sem trabalhadores estáveis e qualificados para o exercício das funções. É sabida a defasagem técnica e política dos quadros dos profissionais da assistência social, devido a inexistência de atualização e qualificação dos mesmos. Agrava-se a situação porque há uma precarização das condições de trabalho e salários baixos dos trabalhadores. Os valores previstos pela Prefeitura Municipal de São Paulo, nos convênios de parceria com as organizações sociais, para pagamento dos trabalhadores são baixos. Além disto, quando na demora dos repasses de verbas, os salários atrasam. É preciso que tudo isto seja sanado através de uma nova política de convênios.
As entidades/organizações sociais que executam os serviços da rede socioassistencial passam por momentos de grandes dificuldades financeiras o que coloca em risco a sua sustentabilidade econômica e a deterioração dos trabalhos prestados. Hoje a SMADS possui quase mil convênios estabelecidos com as organizações sociais, atendendo mais de 165 mil pessoas diretamente, com quase 30 mil trabalhadores na área da assistência social. Há necessidade que se implemente uma nova relação de parceria entre o poder público e as organizações sociais que contemplem respeito, transparência, monitoramento e justo repasse de verbas.
Devido ao congelamento das verbas públicas pela Prefeitura Municipal de São Paulo, os atrasos dos repasses de verbas se repetiram em vários meses do ano, onerando diretamente as organizações sociais e os seus trabalhadores. É justo que a Prefeitura Municipal de São Paulo indenize os prejudicados por ela.
Os reajustes de serviços estão defasados. Em 2007 o dissídio estabeleceu um aumento de dez (10) por cento no salário dos trabalhadores, no entanto a SMADS só reajustou em cinco (5) por cento as organizações sociais. Em 2008 o dissídio foi de oito (8) por cento, mas não houve reajuste algum no período. Para 2009 o dissídio dos trabalhadores foi de seis (6), mas até o momento a SMADS não tem sinalizado o reajustes dos serviços. O não reajuste, além de onerar as organizações sociais no RH (salários e encargos), atinge também as tarifas de concessionárias (água, gás, luz, telefone e outras), material pedagógico, alimentação, transporte, aluguéis etc. que são constantemente reajustados. É preciso que a Prefeitura Municipal de São Paulo repare a defasagem financeira entre os serviços prestados pelas organizações sociais para que cessem os conseqüentes prejuízos no atendimento dos usuários, remuneração adequada dos trabalhadores e estabilidade das organizações sociais.
Outra situação que exige atenção e solução é que os convênios celebrados entre a SMADS e as entidades sociais não contemplam a décima terceira parcela. Isto dificulta a adequação e manutenção dos espaços físicos, capacitação e formação em dos trabalhadores e parte da décima terceira parcela dos salários.
É necessário um outro olhar sobre a assistência social na cidade de São Paulo.

Fórum da Assistência Social da Cidade de São Paulo (FAS)

Apoio:
Aldaiza Sposati - Núcleo de Estudos e Pesquisas em Seguridade e Assistência Social da PUC SP (NEPSAS)
Articulação das Medidas Socioeducativas em Meio Aberto
Conselho Regional de Serviço Social – CRESS - 9ª Região
Fórum das Entidades de Beneficência de Assistência Social (FEBAS)
Fórum de Assistência Social de Campo Limpo
Fórum de Assistência Social de M’boi Mirim
Fórum de Assistência Social Sul 1
Fórum em Defesa da Vida
Fórum Permanente de Acompanhamento da Política para a População de Rua
Maria Beatriz Bargieri - Comitê pela Anistia
Maria Carmelita Yazbek – prof. do Pós-graduação em Serviço Social da PUC SP
Movimento Nacional da População em Situação de Rua
Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM)
Nabil Bonduki – Casa da Cidade
Neiri Bruno Chiachio - Movimento da Assistência Social (MAS)
Rosangela Paz – pesquisadora do Instituto de Estudos Especiais da PUC SP
Sindicato das Instituições Beneficentes Filantrópicas e Religiosas no Estado de São Paulo (SINBFIR)
Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região
Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança, ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo - SITRAEMFA

Ato público do FAS é notícia

Sem aumento há três anos, assistência social em SP ameaça parar
Organizações sociais fazem manifestação nesta sexta-feira (13) para chamar atenção para serviços que atendem crianças, pessoas com deficiência e adultos abandonados
Por: João Peres
Publicado em 10/11/2009, 13:49
Última atualização em 13:49

Está marcado para sexta-feira (13) em São Paulo um ato contra as restrições feitas pela prefeitura de São Paulo às verbas para assistência social. As organizações sociais que prestam serviços ao setor reclamam que há três anos não recebem reajuste da administração de Gilberto Kassab (DEM-SP).

O orçamento apresentado pelo Executivo para o próximo ano prevê R$ 330 milhões para a assistência social, quantia considerada muito baixa para um total de R$ 28 bilhões. Nos cálculos do Fórum de Assistência Social da Cidade de São Paulo, o setor deveria receber em torno de R$ 1,5 bilhão para atender à população em situação de rua, às pessoas com deficiência, crianças, adolescentes e idosos.

O padre Lédio Milanez, integrante do fórum, entende que o Sistema Único de Assistência Social (Suas) em São Paulo está em situação de incapacidade econômica, “todos estão com o pires na mão”. Ele aponta que o ato público de sexta em frente à prefeitura é uma manifestação de defesa do setor, mas que o próximo passo é a paralisação.

O padre lembra que a assistência social atende diretamente 150 mil pessoas na capital paulista e que a alegação de falta de verba evidencia, na verdade, a prioridade das políticas públicas. “Assistência social sempre foi vista como questão de discurso apenas, mas não de compromissos políticos e de políticas públicas que transformem a realidade”, afirma.

Além da questão orçamentária, as organizações sociais querem manifestar o desagrado com o que chamam de “política higienista” da administração de Gilberto Kassab, que consiste em expulsar a população de rua das áreas centrais da cidade. O quadro dos ao menos 10 mil moradores de rua da cidade é espelhado na edição 39 da Revista do Brasil pelo repórter Marcelo Santos.

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/

Abandono da assistência social pela prefeitura de São Paulo é alvo de protesto

Escrito por Sindicato dos Bancários de São Paulo
12/11/2009

São Paulo - As oficinas de capoeira, dança e música costumavam animar as 120 crianças e adolescentes carentes atendidos pelo Instituto Rogacionista Santo Aníbal. Educadores especializados, chamados de oficineiros, primavam pela qualidade das aulas e criavam vínculo com os jovens que encontravam na arte a possibilidade de um futuro melhor. Mas o descaso da Prefeitura de São Paulo com a área de assistência social acabou com essas oficinas.

"A administração municipal nos repassa R$ 192 por mês para pagar um oficineiro, só que não conseguimos encontrar nenhum profissional que aceite receber só isso e tivemos de abrir mão dessas atividades. As crianças sentem muita falta. Atendemos jovens de 6 a 14 anos, se a gente não oferecer uma grade interessante, eles desistem e vão embora. E, se essas crianças forem para as ruas, infelizmente a gente sabe o que vai acontecer", conta Dulcinea Pastrello, gerente executiva do Instituto Rogacionista.

Além do fim das oficinas de arte e educação, a entidade sofre outros problemas por conta da falta de verbas. As contas, por exemplo, têm fechado sistematicamente no vermelho. Para cortar os gastos, a organização demitiu cinco funcionários e trocou outros 30 por trabalhadores com salários mais baixos.

"Desde 2006 que nosso caixa está negativo. Todo ano temos de pedir dinheiro emprestado no banco e passamos a comprar produtos e alimentos de pior qualidade. Temos cerca de 200 crianças na fila para ser atendida, mas não conseguimos oferecer nossos serviços. Poderíamos até arrumar um novo espaço para elas, mas não temos como contratar educador", revela Dulcinea. Um dos diretores do instituto chegou a utilizar a herança da família para cobrir parte das dívidas da entidade, que hoje giram em torno dos R$ 25 mil.

A situação do Instituto Rogacionista é comum a praticamente todas as entidades que prestam serviços de assistência social na cidade de São Paulo. No início do ano, o prefeito Gilberto Kassab retirou mais de R$ 162 milhões dos investimentos de 2009 destinados ao financiamento de políticas públicas voltadas, principalmente, para crianças e adolescentes, idosos, mulheres e moradores de rua.

"E a história vai se repetir em 2010. Para o ano que vem, a Prefeitura tem um orçamento de R$ 30 bilhões, mas vai destinar apenas R$ 330 milhões para a Assistência Social. Esse valor é menor do que recebíamos em 2007. As entidades estão trabalhando no vermelho e se viram como podem, fazendo quermesse, rifas, bingos. A população assistida já está sentindo os efeitos desse problema, principalmente os moradores de rua, que têm reclamado do fechamento de abrigos e da piora na qualidade do atendimento. Se o descaso da Prefeitura com a Assistência Social continuar, vários projetos serão inviabilizados", explica William Lisboa, coordenador do Fórum da Assistência Social (FAS), que representa cerca de 500 organizações na cidade de São Paulo.

Protesto - Para pressionar a administração municipal a investir mais na assistência social e mudar essa realidade, o FAS realiza na próxima sexta-feira 13 uma manifestação que pretende reunir cerca de mil pessoas na frente da Prefeitura. Segundo William Lisboa, as entidades reivindicarão reajustes nas verbas, uma 13ª parcela nos convênios firmados e o fim dos atrasos nos pagamentos. O Fórum também pressiona a Câmara Municipal para aumentar a verba para a assistência social em 2010.

Bancários - Os bancários também estarão nos protestos representados pelo presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, A Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade (Apabb) também vai participar. Embora a entidade não tenha convênio com a Prefeitura, muitos usuários também são assistidos por outras instituições que estão sofrendo com o descaso da administração municipal, o que afeta indiretamente a Apabb. "Estamos entrando nos protestos em solidariedade aos nossos usuários e a outras entidades. Nossa preocupação é efetivar a assistência social em São Paulo", conta a coordenadora do Serviço Social da Apabb, Vanusa Lima.

Para suprir a falta de investimentos da Prefeitura, a própria Apabb tem feito parcerias para ajudar outras entidades. "As organizações têm pouco pessoal para atendimento, sofrem com a falta de recurso para desenvolver projetos. Tentamos fazer parcerias com as que têm mais necessidade financeira e que atendem, de fato, a população de baixa renda. Acabamos fazendo alguns serviços que a Prefeitura deveria fazer", explica Vanusa.

A Apabb nunca teve convênio com a Prefeitura justamente por conta desses problemas. "Nos últimos anos, depois que os governos de direita assumiram São Paulo, a assistência social piorou muito. Na hora de fazer um convênio, a Prefeitura diz que tudo é lindo e maravilhoso. Mas na hora de pagar, o valor é baixo e o dinheiro vem fora da data. Seria bom se tivéssemos a parceria, mas do jeito que está é um risco. Por isso preferimos buscar recursos de outras formas, inclusive entre os funcionários do BB", ressalta.

Fonte: http://www.cut.org.br/content/view/17687

Assistência Social em SP está estagnada

Afirmando que desde 2008 o fundo e atendimento congelaram e, por isso, as entidades protestam, o jornal O Estado de S. Paulo traz ampla reportagem sobre a situação da assistência social na cidade. A reportagem completa está nas páginas C-1 e C-3 da edição de terça-feira, 10 de novembro de 2010.



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Sexta-feira, 13

A próxima sexta-feira, treze de novembro, será um dia histórico para a cidade de São Paulo.
Será o primeiro ato público celebrando o dia da assistência social na cidade.
Sociedade civil e todos os atores sociais estão convocados para este dia de luta e de defesa da assistência social como política de direitos que deve ser dirigida para todos os cidadãos.

Chega de assistência social clientelista e assistencialista!
O direito constitucional deve se estabelecer na cidade de São Paulo!

O poder público deve assumir a causa da assistência social como prioridade!
Só financiamento público justo e adequado constrói uma nova realidade social!

Vista-se de branco e assuma esta luta.
Sexta-feira, 13 de novembro.
Horário: 10 às 13 horas.
Local: Viaduto do Chá, 15 - Prefeitura Municipal de São Paulo.

Pauta da manifestação:
- Denúncia da política higienista.
- Impunidade e descaso frente aos assassinatos e violências contra os mais vulneráveis em situação de risco social ou pessoal na cidade de São Paulo.
- Denúncia do descaso do poder público com relação à Assistência Social.
- Exigência de implantação de políticas inclusivas, de proteção e acessibilidade para pessoas com deficiências.
- Situação das organizações sociais na cidade de São Paulo.
- Defesa de mudanças na proposta orçamentária de 2010 que contemplem as necessidades da assistência social na cidade.
- Proposta de um dia de paralisação dos serviços, caso não haja compromisso de diálogo e solução aos problemas elencados.

Metodologia:
- Vestir-se na cor branca (camisetas).
- Hino nacional brasileiro
- Pronunciamentos
- Panfletagens
- Apresentações de grupos (usuários, educadores, organizações): música; percussão; dança; capoeira; artesanato; etc. (Usuários, trabalhadores e organizações sociais são convocados a apresentar seus projetos e serviço).
- Faixas e cartazes. Dizeres:
Fórum da Assistência Social da cidade de São Paulo
(e/ou)
Fórum Regional da Assistência Social
(e/ou)
Em defesa da assistência social na cidade de São Paulo

(Por ser ato público não estão proibidas outras manifestações, porém o FAS se pronuncia contra a fragmentação ou partidarização. Deve-se evitar faixas ou bandeiras de partidos, organizações sociais específicas etc.)

Informações: http://www.forumassistenciasocial.blogspot.com/
www.twitter.com/fassp

William: 9821 6969
Pe. Lédio: 8306 4405